{"id":8280,"date":"2018-08-14T20:27:13","date_gmt":"2018-08-14T20:27:13","guid":{"rendered":"https:\/\/food.leak.pt\/lusa\/?p=8280"},"modified":"2018-12-20T11:49:46","modified_gmt":"2018-12-20T11:49:46","slug":"aretha-franklin-a-rainha-da-soul-que-transformou-a-palavra-respeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oanoempalavras.pt\/2019\/aretha-franklin-a-rainha-da-soul-que-transformou-a-palavra-respeito\/","title":{"rendered":"Aretha Franklin: A \u201crainha da Soul\u201d que transformou a palavra Respeito"},"content":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o, 16 ago (Lusa) \u2013 A \u201cRainha da Soul\u201d Aretha Franklin, que morreu hoje aos 76 anos, teve uma vida preenchida por \u00eaxitos musicais, desde o momento em que pegou na can\u00e7\u00e3o \u201c<strong>Respect<\/strong>\u201d de Otis Redding e a transformou em algo diferente.<\/p>\n<p>Ao todo, foram 18 Grammys e mais de 75 milh\u00f5es de discos vendidos ao longo de uma carreira em que se tornou na primeira mulher a entrar para o Rock and Roll Hall of Fame, em 1987. Numa das cerim\u00f3nias dos Grammys, em 1998, marcou a noite ao substituir Luciano Pavarotti para interpretar \u201cNessun Dorma\u201d, da \u00f3pera de Puccini \u201cTurandot\u201d.<\/p>\n<p>Aretha Louise Franklin nasceu em 25 de mar\u00e7o de 1942 em Memphis, no Estado norte-americano do Tennessee &#8211; onde esteve sediada a editora Stax, que editou Otis Redding -, mas veio a crescer em Detroit, a outra principal cidade do <em>soul<\/em> norte-americano e lar da editora Motown. Filha do reverendo C.L. Franklin, viu o pai marchar com Martin Luther King e cantou, em 1968, no funeral deste \u00faltimo, em imagens que hoje podem ser vistas no YouTube.<\/p>\n<p>Entre 1961 e 1965 lan\u00e7ou sete discos para a editora Columbia, sem grande sucesso, numa altura em que o \u2018soul\u2019 j\u00e1 estava afirmado nas listas de mais vendidos e ouvidos, mas quando se mudou para a Atlantic, ent\u00e3o nas m\u00e3os de Ahmet Ertegun e Jerry Wexler, o resultado foi outro.<\/p>\n<p>O primeiro disco gravado com a nova editora, em 1967, chamou-se \u201cI Never Loved a Man the Way I Love You&#8221; e tinha como primeira faixa uma can\u00e7\u00e3o intitulada \u201cRespect\u201d, que Aretha Franklin ouviu na r\u00e1dio pela voz de Redding enquanto estava a limpar o apartamento para o qual se tinha acabado de mudar, em Detroit.<\/p>\n<p>\u201cTinha uma boa r\u00e1dio sintonizada. Adorei. Adorei! Senti que podia fazer algo diferente com a can\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou, citada pela revista Elle, em 2016, que se referiu \u00e0 sua vers\u00e3o de \u201cRespect\u201d como \u201ctalvez o ato mais genial de reinven\u00e7\u00e3o \u2018pop\u2019 da hist\u00f3ria da m\u00fasica americana\u201d ao transformar em poder feminino o desespero de um homem que dizia \u00e0 amada que esta o podia trair desde que voltasse para casa para lhe dar respeito.<\/p>\n<p>Essa transi\u00e7\u00e3o \u00e9 not\u00f3ria logo a abrir a can\u00e7\u00e3o: enquanto Otis cantava que \u201cO que tu queres, querida, tu tens\u201d, Aretha afirmava que \u201co que tu queres, querido, eu tenho\u201d.<\/p>\n<p>Numa entrevista dada \u00e0 brit\u00e2nica Record Mirror, em 1968, Aretha Franklin disse que sempre viu potencial na vers\u00e3o que fez de \u201cRespect\u201d e que sabia que ia ser um sucesso.<\/p>\n<p>Na altura, questionada sobre se no futuro ainda se veria a cantar can\u00e7\u00f5es como \u201cRespect\u201d ou \u201cThink\u201d, Franklin disse que n\u00e3o: \u201cA m\u00fasica muda e eu vou mudar com ela\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a vers\u00e3o de \u201cRespect\u201d feita por Aretha, o hist\u00f3rico cr\u00edtico Greil Marcus escreveu que a can\u00e7\u00e3o \u201cabriu a porta \u00e0 grandiosidade moral do que Aretha Franklin tinha para dizer ao mundo, uma nova defini\u00e7\u00e3o do que \u2018soul\u2019 significava: que podia ser avassaladora\u201d.<\/p>\n<p>A era na Atlantic, que durou at\u00e9 1975, trouxe outras can\u00e7\u00f5es que ficariam para sempre associadas ao nome de Aretha Franklin, como \u201cChain of Fools\u201d e \u201cNatural Woman\u201d, enquanto, em 1987, voltou a ocupar o topo da tabela dos mais vendidos com \u201cI Knew You Were Waiting (for Me)\u201d, em dueto com George Michael.<\/p>\n<p>A designa\u00e7\u00e3o como \u201cRainha da soul\u201d chegou em 1968, durante um concerto em Chicago, quando lhe foi colocada uma coroa, um objeto que n\u00e3o lhe fez falta durante o resto da carreira no trono daquele g\u00e9nero.<\/p>\n<p>Com m\u00faltiplas can\u00e7\u00f5es nas listas das mais vendidas e ouvidas, incluindo no come\u00e7o do s\u00e9culo XXI, Franklin cantou pelo mundo fora e nas tomadas de posse dos presidentes Bill Clinton e Barack Obama, tendo sido condecorada pelo outro ocupante do cargo entre os dois democratas, George W. Bush.<\/p>\n<p>Relutante com jornalistas e receosa de avi\u00f5es (um artigo de 2011 no New York Times indicava que a cantora n\u00e3o punha p\u00e9 no ar desde 1983), Aretha Franklin teve quatro filhos e, em 2017, anunciou que se ia retirar do mundo da m\u00fasica para dedicar mais tempo aos netos.<\/p>\n<p>TDI \/\/ JPF<\/p>\n<p>Lusa\/Fim<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o, 16 ago (Lusa) \u2013 A \u201cRainha da Soul\u201d Aretha Franklin, que morreu hoje aos 76 anos, teve uma vida preenchida por \u00eaxitos musicais, desde o momento em que pegou na can\u00e7\u00e3o \u201cRespect\u201d de Otis Redding e a transformou em algo diferente. 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